pátria.fado.futebol.descobrimentos.compadrio.vaidade.ganância.
(…)
Como vejo Portugal?
(…)
Uns contra os outros.
Cunhas contra cunhas.
Morangadas injectadas na juventude. (está a juventude preparada para enfrentar obstáculos?)
Aprendizagens da vida mergulhadas no excesso da internet e tv…descurando-se a beleza da leitura, dos livros, da sabedoria dos mais velhos…!

resignações assombrando as pessoas…a maioria delas pelo brutal ócio das mesmas…e algumas poucas por infelicidade ou impossibilidade (a crise anda por todo lado como uma peste)…!

comunicação social se divertindo com negritude das noticias que espetam em casa das pessoas.
(de salutar – são viradas para a maximização do lucro)

a maioria dos políticos no seu bel prazer…!

o que me espanta não é a crise…pois são ciclos…e vai continuar assim…novas crises irão aparecer…!
o que me toca é a falta de união para um caminho de bonança!
o que me toca é cada um puxando para o seu umbigo…quando nestas alturas devemos dar as mãos…!
como o egoísmo triunfa…!

os poucos guerreiros e criativos que existem em Portugal não chega para, pegar nos cornos do touro e, andar em frente…!

compararmos-nos aos outros países? não somos capazes? claro que somos…! o grande problema é que não valorizamos as nossas capacidades, somos muito pessimistas…!

Continuarmos no caminho do ócio, cantando fado, engolindo morangos sentados no confortável sofá…resignados!

Lutar? Custa! A vida tem pica sem esforço, sem luta, sem sacrifício?

Um adn marcadamente ocioso, e umbigos brilhantes, terrivelmente embrenhado numa civilização demora muito a recompor/reconfigurar!
Mudar é um conceito muito doloroso para a cultura portuguesa.

Não, não, não vejo “Portugal hoje” de fora…estou dentro, bem dentro!
Não respiro morais, não respiro verdades.

Curioso era os tempos da geração anterior…! Havia esforço, luta? Sim e muita!
Mas porquê? Simples!  Trabalhar, lutar para sobreviver e ponto final! Nada de ai ai ai…!
“Para vivermos…dávamos uma estalada à preguiça e arregaçávamos as mangas, todos os dias, que remédio, que remédio…! E olha naquele tempo…a união, o respeito, o calor fraterno existiam! E hoje? não vale a pena continuar pois não meu querido neto?” – dizia e diz minha querida avó.

também sou português…e no meu adn ociosidade mora…e baixa-estima respira…há altos e baixos…!
deveria dizer: “é a sociedade a culpada de eu ser assim, de os portugueses serem assim?” Nada disso!
Somos o que somos fruto das nossas acções!

Existem duas frases que beijam constantemente minha mente…:
“nada acontece por acaso”
“cada um colhe o que semeia”

como dizia Albert Einstein:
“Deus nos fez perfeitos e não escolhe os capacitados,capacita os escolhidos”.
Fazer ou não fazer algo, só depende de nossa vontade e perseverança.