Os tempos que correm não são deleitosos. A confusão, a desunião, a desesperança são exímios e tentacularmente fortes.

O ser humano enfrenta a disparidade moral e ética mais do que nunca. O progresso e a evolução sugam assustadoramente, até ao tutano, a razão humana.

A lei do mais forte continua bem patente nas sociedades modernas, tal como acontece no reino animal. Amarguradamente dito, em algumas situações, o Homem consegue ser mais maléfico que os animais.

O egoísmo é uma peste que não pára de atormentar a consciência. O enraizamento das mentalidades ociosas provocam um autêntico estorvo à metamorfose do ser humano.

A honestidade, em determinados ângulos, tem sido vista como impiedade, e a frieza da impudicícia passada como uma verdade.

A solidão não vende glória, pelo contrário, rasga banzé da notoriedade. E, como tal, existe um fosso tremendo entre os jovens e os idosos. É de facto perturbante, o empurrão que votamos nos mais vividos, os versados da vida, os mais velhos, …, quando mais tarde nos irão fazer o mesmo. É até estranho tal comportamento, uma espécie de antípoda da máxima “faço aos outros aquilo que irão fazer a mim”. O sentimento de ignorância irá ser notado com intensidade e justiça, pois a leitura da história nos irá dar um arrombo de arrependimento.

O Homem usa a inteligência em todas as vertentes, quer para bem quer para o mal. A faca-de-dois gumes da verdade é imperial na justiça. Infelizes aqueles que vêm a felicidade na certeza do não julgamento da caminhada que fazem nesta vida e neste mundo.

Somos seres imperfeitos que caminha para a perfeição imperfeita. A perfeição é mais imperfeita quando nos julgamos perfeitos.

A dureza do mundo e da vida provoca em nós cobardia e medo, e como tal, é preciso coragem para agarrar os bois pelos cornos. Infelizmente, nem todos conseguem, mas não é a rapidez e a chegada que determina a felicidade e paz, mas sim a paciência e o caminho.

Quando a dor está presente na aprendizagem, somos fracos em assumir a mudança, e acima tudo, provoca-la! Falar é o atalho dos fracos, fazer é a primavera dos fortes. A compreensão é espinhosa quando a injustiça nos assombra, mas quando abraçamos a razão da causa atingimos a humanidade da consequência.

O fardo da responsabilidade é pesado quando as tempestades afectam o nosso umbigo.

Devemos sempre despir a nossa máscara e sermos naturais, verdadeiros, sermos nós. Camuflar as nossas imperfeições tagarela a falsidade, mas defrontando os nossos pavores solenizamos a verdade e pureza no nosso ser.

Nunca é tarde demais para o perdão, desde que nascido na semente do coração.

Contemplemos o impossível como a força que traslade possível o impossível. Aprendizagem sem tormento não tem cor, não tem aroma do esforço.

Quem somos? Somos o reflexo das nossas acções.

A refutação ecuménica das coisas visíveis (e invisíveis) é simples: nada acontece por acaso!