O titulo deste post é algo abstracto mas directo e franco para o tema a discutir.
Mas antes de começar, sublinhar que o conceito não tem nada a ver com a estilo arquitectonico (que muito aprecio) muito conhecido.
Do meu singelo conhecimento retiro “gótico” como algo de profundamente melancólico.
Creio que, se não me engano, trata-se de um estilo de vida menos colorida da vida, ou seja, a arte deste é algo “escura”.
Os comportamentos, as vivências, as modas, as músicas…rodam em torno de um dark’ismo sensacional.
Já ouvi dizer que tal estilo de vida surgiu nas profundezas urbanas em UK e por aí se difundiu.
As músicas punk, metal-punk, algum grunge…as cores black-white, os penteados punk, as lagrimas de vermelho encontradas em pinturas descrevem este estilo, ou se quisermos, esta corrente.
Depois de um breve caminho por tal “terreno”…surge a questão…exisitirá felicidade no gotico? Repare-se que não me refiro à felicidade do ser humano, mas sim na ideologia. Por aquilo que sei, existe um extremoso fascinio, neste conceito, pela morte, to find a different way of thinking about life, like trying to find beauty in life, pain and death. It’s all a quest for immortality.

A dor, o sofrimento, a tristeza são encarados com beleza…inclusive a própria morte. Às vezes tenho a sensação que esta corrente respira ao contrário, isto é, a beleza, o fascinio, devia ser perante a vida e não a morte. Ou será que existe um combate (des)igual entre morte e a vida? (um combate da arte?)Mas outras vezes penso noutro modo: “Será que pessoas que seguem com profundidade o gótico não têm medo da morte, pois fascinam-a? Sendo assim…não existe medo na vida destes…pois o único medo que existe na vida é o seu fim…!” Que reinará mais no gótico, pessimismo ou optimismo? Não sei dizer…mas creio que muitas vezes a melancolia é estimulada a aparecer, isto é, uma vida sem penumbra, deixa de ser gótico. Como sabemos, sendo um facto, a vida de cada um é “mandada” pelo próprio. Se quisermos ser felizes podemos ser, basta sê-lo! Claro que cada um percorre um caminho proprio para lá chegar, uns duros, outros longos, outros faceis, … mas com determinação, fé e coragem chega-se! Mas o got’ismo quer ter presente no caminho a penumbra arte da tristeza, da morte, do preto, do punk.
Os gostos, as marcas mais relevantes são sem dúvida, a musica e a maneira de vestir, alienadas às cores “black”, “white” e “red”.

Conheço pessoas que amam este estilo e seguem-no! Eu nem amo nem sigo, mas admiro bastante.

Como em qualquer estilo/corrente/religião, existem prós e contras. Existem conservadores e liberais.
Felizes (ou não?) os que demabulam pela ponte e não nas extremidades da ideologia.

Sei que falta coisas a dizer, e também sinto a probabilidade de ter dito algo errado, mas lá foi a minha opiniao sobre tal tema muito interessante e marcante nas sociedades desenvolvidas.

Abraço