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…Mil e Wall ainda com um olhar expectante na figura que fez adensar o ambiente…, foram novamente confrontados com nova asserção:
– A ideia é tão genial que pode provocar mudanças radicais no modo de vivência desta aldeia! – desta vez os murmúrios ficaram congelados.
– Quem fala que se apresente, pois a moral e o racionalismo são pautados nesta singela terra…! – reagiu Milton fazendo a multidão olhar, agora, para este.
– Quem sou eu não interessa, mas as acções de altruísmo devem ser bem vistas por esta gente.
– Acusa este povo de ser egoísta? – rematou Milton.
– Eu não não tenho autoridade para acusar ninguém, nem gostaria de ter…! Apenas sugiro…apenas dou uma opinião!
A multidão, atenta, fervilhava perante duelo, que parecia um jogo de ténis verbal. Wallace continuava calado até que lhe sucumbiram umas palavras da boca:
– O estranho ser tem razão caros amigos! Não podemos continuar isolados do exterior.
Milton reparou que Wallace estava como uma estátua a olhar para o desconhecido e lembrou-se da mitológica Medusa que tinha o poder de cegar quem a fitasse.
– Amigos, carissimos, estejam atentos, raciocinem..! Vamos ligar a um desconhecido, que conseguiu petrificar aqui Wallace, que diz que devemos mudar radicalmente? – vociferou Milton, deixando Wallace algo envergonhado.
– Vive mal quem vive só para si! Não tenho verdades, apenas convicções! – respondeu, suavemente, o estranho.
A multidão ficou a pensar nas palavras ditas e enquanto várias pessoas se viraram para o Milton com a expectativa ansiosa de uma resposta tardia, outros ficaram a medir a criatura e…Wallace também. Até que algo de surpreendente aconteceu…
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