…depois do grito ter alucinado todo o ambiente que me rodeava…olhei para a luz …lá em cima..
…seu brilho é o esplendor…! …farto-me de dizer que a luz é deslumbrante…como divina…mas é … é sim…aii se pudesse abraçar a luz, como seria bom…como seria perfeito…olho com tanta força para a luz, fico como uma estátua…sua luz é como balsamo para minha face…
…adoro esta luz…tem tanta energia, …, a energia do sino, a energia da liberdade, a energia do sonho…todas estas juntas estão na simples luz…é tão bela mesmo…
…fecho os olhos…ainda ouço as palavras…”desculpa” a ressoar e voar na minha mente…
…novas palavras surgem…tento apanhá-las…mas não consigo…tento de novo e …nada…não deve ser importante…talvez seja um “não tens de pedir desculpa, mas sim seguir a tua intuição”…deve ser isso…deve ser o quê? nem sei porque disse isso…estranho…puxa…!
…a luz desaparece…sinto um vazio enorme…sinto-me abandonado…sinto que perdi uma alma…!
…tenho os olhos bem abertos…olho em redor…e nada…ainda devo estar cego da iluminação que foi vitima…e ainda bem que fui vitima…adorava tanto que voltasse o brilho, a luz…! … ela voltará, eu sei…voltará sim…
…já recomposto vislumbro de novo a rotunda e as suas várias saídas…e de súbito um clique me atinge a mente…uma lembrança…uma recordação, uma imagem, uma mensagem, um puzzle de palavras…tento aglomerá-las…mas não entendo…são muitas…”actos”, “importa”, “caminhos” , “bondade”…o que fazer delas?…o clique foi forte…mas só tais palavras saem, só me ressaltam estas palavras…!…não tenho a luz para me ajudar, nem tremor do chão para me dar dicas, nem “sonho” para me inspirar…fecho de novo os olhos…digo para mim mesmo “pensa…pensa um pouco, concentra-te nas palavras…tenta fazer uma frase…!”…
…o jogo começa…as palavras começam a juntar-se…”actos importa”, “caminhos de bondade importa”, “importa os actos do caminho”…e outras tantas danças de palavras se sucedem…!…acordo(de novo)…e na minha consciência resta-me um puzzle coligado…”importa a bondade (d)os actos que cometes e não o(s) caminho(s) que trilhas!”…sinto-me estranho…não fui eu que fiz tal jogo…tal frase…o chão não treme, não vejo luz, tenho olhos bem abertos…de onde terá vindo tal frase?…bem feita sim…simples, mas poderosa…será a chave para a escolha da saída da rotunda…que posso escolher qualquer caminho…?…devo pois pautar pela escolha da acção do e pelo bem?…e não me importar com o aspecto e “oferta” que o caminho proporciona?…tenho de reflectir…mas sinto que a resposta é simples…
(…)