Era uma vez uma família grande que vivia nas entranhas da humildade numa casa pacata de aldeia.
O rio da vida lá deambulou pelo tempo e os anos foram passando. Cada um seguiu o seu caminho.
A casa ficou mais vazia,…, ora menos sombras a subscrever os tentáculos da casa.
O rio não para…e o leito imbatível do seu corpo continua…!
O chefe da família foi-se embora para outro mundo. Foi como um abater, um dilacerar das almas institivamente!
Foi no dia de aniversário do neto,…, de um neto…!
O rio continuou na sua senda…, e as feridas das almas foram sendo saradas aos poucos…menos uma…a da amada!
A união do passado acabou por desaparecer. Mas porquê? Porque as almas preferiram fugir à dor, fugir aos espaços que fizessem lembrar o Ser que tanto os amou e tanto foi amado.
Mas tais espaços, tais dores continuaram vivas na amada.
Tal amada teve um passado sofredor…sem pai muito cedo, e depois na idade adulta jovem, fica sem irmão que tanto amava e depois o adeus da sua querida mãe. Mais dor teve de suportar pelo meio destes sofrimentos, perdeu um filho, fome, trabalho…tempos difíceis sem dúvida. Mas mesmo no meio de tantas tempestades (e das fortes) tinha sempre alguém ao lado a sussurrar-lhe ao ouvido palavras meigas que simbolizavam uma espécie de bonança para a tenebrosa alma.
(…)
Com efeito, o rio lá contornou os obstáculos e suas veias sempre a brotar força, vivez e água pela vida…! Mas a amada ficou (quase) ao abandono, entregue à doença, ao frio no seu (outrora) querido lar…!
No meio deste enredo um observador e/ou neto é atacado pela raiva, pelo querer fazer e não conseguir ou não saber o que fazer…para dar alegria, calor, companhia, ajuda à amada e seu lar.
O rio corre…nos seus braços…longos e bonitos…e as almas ligadas à amada fogem, não querem saber desta, querem esquecê-la…! (incrível querermos esquecer alguém que tanto amor nos deu, tanto mesmo…)
Tais paradoxais afastamentos incentiva (ainda) mais raiva e impotência à alma do neto, mas umas luzes surgem…talvez uns sussurros de alguém de outro mundo…! Não só o neto se sente triste pelo enredo da vida desta amada solitária…, mas a impotência é dura de roer, de estoirar, de amarrar, de controlar…!
As tais luzes, de há pouco, que surgiram ao neto foram estímulos com odores de paz. Este vendo que ninguém queria saber da amada para nada, tais luzes foram ressalvados pelo significado de criar uma veia diplomática com todos os envolvidos (os +directos) da amada para contribuírem para o bem estar físico e psicológico desta. O neto prepara-se para desenvolver tal veia enquanto o rio prossegue o seu rumo…! A altura da Páscoa será o dia escolhido em que todos estarão juntos (espero)…!
Sim, a alegria vai-se dissipar com a tomada oratória da realidade nua e crua…!…Certamente que o neto esperará bons resultados…e que o egoísmo será ameaçado.
Quem vencerá: o rio ou o neto?
Eu creio que vencerão os dois,…, o mesmo diria o avô se estivesse entre nós!
(…)