De volta à discussão do meu eu…descobri novidades.
Como tinha dito num post anterior, onde dizia que gostava de elogiar e não gostava de ser elogiado…; … deve ser porque gosto de me sentir “coitadinho”…! (?) Cheguei a uma pré-conclusão estranha mas deste tipo sim. Não tenho bem a certeza se é o gosto de “vitimização” ou se é altruísmo. É incrível … mas não me conheço bem…e tal se nota na forma como escrevo e o que escrevo. As dear’s R. e P. inventaram uma coisa interessante, disseram que eu escrevo bem…, e querem agora que eu escreva (também) algo para e/ou sobre elas…! E depois me chamam de louco, lol, afinal não estou só.lol!
Continuando na conversa do eu…, é estranho não saber como funciona as causas das minhas (a maioria) acções e seu’s porquês… Como sei eu que quando ajudo alguém, ajudo com paixão e humildade ou se ajudo para me querer armar em santinho? Como sei? Simplesmente não sei. Sim não me conheço, aliás não devo só ter um eu, mas vários…eus (ou heterónimos como algum génio teve) . Ou será que é medo de mim próprio? O medo de ajudar? Medo de ser elogiado? Medo de arriscar? Medo de não corresponder? Será que é (apenas) a falta de fé, a insegurança em mim próprio que provoca uma neblina na minha mente, provocando assim o fechar de cortina perante meu eu? Uma coisa é certa, o medo é algo de brutal…tal brutal que um mail da dear M. C. fez-me pensar e muito…! É simples mas abrangente na sua interpretação:

Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.

E então serás eterno.

(Autora: Cecília Meireles)

E a caminhada pelo conhecimento do meu eu continuará…! Espero descobrir coisas novas.
Conhecermos a nós próprios é uma tarefa árdua mas gratificante. As pessoas hoje em dia conhecem coisas a pormenor, ora carros, ora plantas, ora roupas, ora perfumes, ora livros, ora computadores, …, mas conhecimento dos nossos eus pouco ou nada conhecemos…! Pena.
Este post poderá cheirar um pinga de egoísmo, …, tanta referência ao meu eu, sim!…mas devo fazê-lo! E porquê? A resposta é simples rematada pela questão: “Como poderei gostar dos outros eus se não gosto do meu, se não conheço o meu?”

Bom fim-de-semana malta!