É sabido que foi aprovada na Assembleia uma proposta de referendo sobre o aborto/interrupção. Tal proposta foi agora para analisar no Tribunal Constitucional.

Eu pessoalmente admito que não tenho uma opinião pois é um tema muito, mas muito sensível para a nossa consciência. E mesmo que tivesse não seria muito claro, ético nem realista pois quem vive o problema são as mulheres, logo são elas que sentem, sofrem e não os homens. Um bom debate a haver seria entre mulheres que abortaram e arrependeram-se e do outro lado mulheres que não abortaram e arrependeram-se de tal. São os que vivem, que têm a moral para discutir tais assuntos e não outros, acho eu.
Punir uma mulher por ter opcionado interromper uma gravidez é algo paradoxal. Vejamos: temos uma punição à liberdade de escolha da mulher. Liberdade de escolha está contemplado na Constituição. Mas por outro lado, a mulher usando esse direito de liberdade de escolha está a interromper/matar um Ser.
Sem dúvida que a vida é algo valioso! Soberbamente valioso, mas a vida da mãe também é vida!
A Igreja defende que não se deve abortar de maneira alguma. Isso não está correcto. Pudera na igreja só há homens, sabem lá bem eles o que significa o sofrimento da mãe. A Igreja está parada no tempo há muito. Deve-se dar VALOR à VIDA e não somente a UMA VIDA. Acho que a posição da Igreja é radical, como também outras questões acerca da pílula, preservativo, …! Eu acho que a Igreja tem de mudar.

Repito, só os que vivem, sofrem, “carregam às costas” o problema, é que têm moral, ética para falar sobre o problema e darem sugestões de como se pode resolver, o resto é paisagem e bla bla.

Também penso que viver não significa sermos perfeitos, … viver é sofrer, caminhar, amar, dar, receber, …! Se algum Ser está para nascer malformado coloca-se o dilema: “Devemos interromper tal gravidez para evitar o sofrimento desse Ser, ou não interromper, viver mas deixa-lo sofrer?” É um dilema que não consigo responder e como tal (como disse no inicio) na minha consciência não tenho opinião sobre a interrupção voluntária da gravidez.

Agora não há necessidade de infernizar o problema, com histórias que se passam na China, com bébés malformados abandonados nas ruas, em caixotes de lixo, enfatizar a palavra Matar ao invés de Interrupção voluntária. Isso só contribui para assustar a alma do Homem.

Sejamo claros, sejamos SERES HUMANOS!
H-U-M-A-N-O-S!!

Para terminar,
quem tem direito, poder e dever de dar e tirar a Vida é Deus e mais Ninguém!!

P.S. Tal post é apenas uma opinião (que pode ser) mutável.