Porquê este título? Porque acho-o como um calmante.
Sempre que somos magoados atinge-nos um estímulo de vingança. Porque será? Para não estarmos só no sofrimento.
Porque temos então dificuldade em perdoar? Simples! Porque custa, porque nos torna pequenos, inferior, nos subjuga a nossa mente. Mas afinal que caminho devemos trilhar? Eu acho que devemos caminhar pelo perdão. Porque nos liberta. Mas liberta o quê afinal? Vejamos: Se alguém me magoar e se eu o perdoar, a imagem de maldade provada pelo seu autor desafagoa e rejuvenesce na minha mente dando assim manobra de espaço à paz. Mas se me vingo a tal imagem de maldade é apenas camuflada pelo ódio não a libertada. Vingar apenas adia a solidão do sofrimento. A vingança tem medo da solidão, da pequenez e como tal usa o seu trunfo ódio para amenizar o sofrimento e solidão. O problema é que tal truque funciona temporariamente, não dura e com o tempo o sofrimento vem à tona da nossa mente. É claro que o ‘falar’ é um irmão muito matreiro do ‘fazer’; este sim é o melhor ‘mano’, e quando este se alia ao bem torna-se um herói!
Tenho de admitir a minha dificuldade, neste tema, em me afogar na diplomacia pelo mano ‘fazer’, mas o esforço que deleito pela perseguição de me dar muito bem com ‘ele’ é inesgotável pois prefiro liberdade à prisão!

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