Aqui estamos de volta ao mundo da blogosfera. Estive um valente tempo fora deste mundo. A tal caminhada a Santiagao foi adiada por motivos profissionais. As férias já acabaram e agora estuda-se para a época especial para arrumar cadeiras. Mas afinal muitos dirão: “Ó Fontez, tu que escrevias tanto e assuntos interessantes e tanto tempo passaste sem escrever?” Sim, fiquei numa de reflexão! Embrenhei-me em leituras interessantes sobre psicologia (tais como “Deixa-me que te conte” de Jorge Bucay e outros). Irei escrever sobre as minhas leituras al longo do tempo. É certo que pouquissimas pessoas estão contentes com o meu regresso, outras nem por isso e até outras estão indiferentes. Mas a minha ausência não tem sido absoluta até porque tenho visitado os blogs que visitava e visitarei. Dos muitos blogs que visito, muitos estão a ficar românticos, a transbordarem de poesia, paixao, amor…! São blogs muito lindos e interessantes. Eu vou entrar nessa onda de alegria, paixao, amor mas também de tristeza (a vida não é só mar de rosas) entrando mais numa vertente psicológica escrevendo com base nos livros que vou lendo. Anteriormente tinha o hábito de escrever noticias, cenas da minha vida, MAS agora não! Por aqui adiante vou escrever e comentar cenas do que leio. Claro que um post ou outro seja sobre mim, ou algo parecido. Hoje fico-me por aqui começando com análise da educação actual, seja de pais/filhos seja alunos/professores.

ANALISE:
Hoje em dia vemos alunos e professores na mesma sala, pertinhos um do outro, mas que não se conhecem. É incrivel mas verdade! Não se conhecem nem se dão ao prazer de se conhecerem. Quando vemos alunos atribulados, nervosos, violentos temos de perceber que o passado deles moldou-os e não porque quiseram ser assim. E como tal o professor tem de entender isso e, desde logo, mergulhar na emoção do aluno para o fazer ver o mal que faz. Normalmente quando um aluno tenta fazer mal a um professor, este reage com violência, imitando assim o aluno. Mas não devia ser assim, ou seja, o silêncio do professor é a maior arma para os alunos violentos e porquê? Porque os deixam a pensar, e isto é bom, muito bom…! Hoje em dia bate-se muito para depois a seguir dar-se beijinhos! Isso é um mau caminho. Para quem se porta mal devemos reagir com silêncio (longo) e depois elogiar essa mesma pessoa, e só depois criticar (com amor) a pessoa que fez mal em privado e não (nunca) em público perante a turma. A maneira de criticarmos um aluno em causa em publico é contando uma historia, um conto para que o aluno fique pensativo. Tudo isto atrás se sucede em casa entre pais e filhos! Os pais deviam falar das suas vidas, as tristezas e alegrias que viveram, desabafar com os filhos. Prepará-los não só para o sucesso mas também para o insucesso. É claro que os filhos compreenderão que os pais têm o seu passado, suas mentalidades, qualidades e defeitos e há que ter em conta isso. DEVE haver amor! Mas não é amor sintético em que vemos uma familia a verem “morangos com açucar” e ficarem alegres com a TV, NÃO!! Falo de amor verdadeiro, pais e filhos sentados no mesmo sofá, olharem uns para os outros e falarem sobre as suas vidas, seus dia-a-dias, suas frustrações, suas alegrias, ajudarem uns aos outros, falarem de exemplos, terem paixao pela boa moral…, isto sim!…Mas não acontece isso na nossa sociedade. A beleza, o consumismo, o stress dominam a sociedade. Hoje, é normal sermos stressados e frustados e anormal sermos descontraidos e alegres. É mesmo ridiculo, mas é a realidade…! Acredito que a educação vai mudar, que as pessoas vão começar a ver que a EMOÇÃO do ser humano é um campo em que devemos regar, cuidar e com Amor! Não esquecer que não existe recordação/lembrança pura. O ser humano edita o factos (do passado) que tem na memória e como tal temos de dar amor, de entrarmos na emoção, de compreender, de dar e receber, de aceitar, de amar! Para terminar, … amar não é dar beijinhos, nem enviar sms, nem comprar uma prenda, … amar é estarmos ao lado seja de quem for com alegria e gosto, seja nos bons e maus momentos, significa ceder/sacrificar, passar a travessia do deserto da tristeza e também da felicidade. E hoje, mais do que nunca, devemos dar este amor!

Fico-me por aqui. Espero que haja uma boa discussão.🙂

P.S. Obrigado pela sugestão Perfeito. Força para o estudo migo.