Quando nos morre alguém nós sofremos muito.
Quando não nos morre ninguém pensamos que “esse alguém? nunca nos escapará!
Na nossa consciência o poder de ilusão é grande.
Somos bastante abstractos, ingénuos, somos um ser ilusionista!
A perda não existe, mas sim a cegueira do eterno!
E para dar ênfase ao que digo, temos um poema discurso do nosso afamado e querido escritor Miguel Sousa Tavares.

“… E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre.” [O que disse Miguel Sousa Tavares no enterro da sua mãe]